AS TECNOLOGIAS NA AGRICULTURA
A agricultura tradicional, que podemos chamar de agricultura intensiva( aquela que possui muita mão de obra, técnicas e tecnologias arcaicas ) começou a preocupar analistas em universidades e a mídia em geral: a baixa produtividade dessa tradicional agricultura foi associada á fome e temeu-se que as grandes cidades ficassem prejudicadas por isso, ou seja, que a fome chegasse as grandes cidades de forma mais 'notável'.
Entra em ação então, o magnata do petróleo americano, Nelson Rockefeller, que numa visita ao México, percebeu que o milho que se utilizava era exatamente o mesmo de milhares de anos atrás, ou seja, possuía as mesmas características e pela época em que estavam, era ultrapassado. Rockefeller, então, teve a ideia de melhorar geneticamente alguns produtos para aumentar a produtividade agrícola e sanar o problema da fome no mundo, fazendo surgir a REVOLUÇÃO VERDE.
Sempre me interessei pelo nome Rockefeller, talvez faça uma postagem só pra falar dele.
As ideias de Rockefeller tiveram apoio do governo americano que se relacionou com os países em desenvolvimento para aplicá-las, foram elas:
- Aumento do uso de técnicas de irrigação, sementes de alta produtividade, da mecanização,de defensivos e de fertilizantes.
- Investimentos em pesquisas de novas variedades e técnicas de plantio.
Entretanto, é bom analisar que quem realmente saiu ganhando MESMO nessa revolução não foram os países em desenvolvimento, mas sim as grandes empresas TRANSNACIONAIS(internacionais) que estavam por trás das pesquisas, melhoramentos genéticos, máquinas, técnicas, etc. Quer nomes ? MONSANTO, lembre-se desse nome apenas.
A dependência da agricultura mundial dessas empresas cresceu muito e hoje temos o que se chama de AGRONEGÓCIO, sem o qual a agricultura não se sustenta mais, composto de INSUMOS, PRODUÇÃO, PROCESSAMENTO E LOGÍSTICA, estando as transnacionais no setor dos INSUMOS.
Nos países subdesenvolvidos, além do AUMENTO DE PRODUÇÃO(quantidade) e PRODUTIVIDADE(capacidade de produzir mais utilizando menos), há também alguns fatores negativos como o aumento da concentração fundiária(agricultores ricos ficaram mais ricos e por isso se expandiram), do êxodo rural(as máquinas dispensaram a mão de obra desqualificada e os médios e pequenos produtores não puderam concorrer com os grandes) e dos problemas urbanos(por culpa do êxodo rural).
AS MONOCULTURAS EXPORTADORAS
A Revolução Verde e a integração da agricultura mundial resultou na utilização de espaços agrícolas para produzir somente alguns tipos de alimento mais rentáveis e de forma massiva para a exportação. Tem-se como exemplo a soja, que se expandiu em todo o mundo, desde o norte do Brasil, Argentina e as áreas dos EUA.
Cana, eucalipto, trigo, arroz, centeio e outros, também foram usados. Repare que as monoculturas de eucalipto, que vemos nas margens das rodovias brasileiras, só foram possíveis graças à Revolução Verde de Rockfeller e todas TRANSNACIONAIS envolvidas.
CONSEQUÊNCIAS DA REVOLUÇÃO VERDE
Além do supracitado, a revolução também trouxe problemas ambientais como o empobrecimento dos solos, poluição de rios e novas pragas mais resistentes. No âmbito econômico é bom lembrar que um país dependente de uma monocultura exportadora é um país mais suscetível a crises, além do êxodo rural(já citado).
Dentre as formas melhorar os cultivares, realizadas pelas grandes empresas de tecnologia agrícola, temos:
- A seleção genética, onde sementes são escolhidas para determinado tipo de clima e solo de acordo com sua produtividade no mesmo.
- Melhoramento genético, onde espécies diferentes são cruzadas naturalmente, gerando variedades híbridas(que carregam 2 características desejáveis, por exemplo).
- Modificação genética, também conhecida como transgenia, um processo mais complicado onde:
- Duplica-se o DNA de uma bactéria/qualquer outro ser desejável.
- Extrai-se o gene de interesse do DNA bacteriano/do ser desejável.
- O gene extraído é inserido no tecido da planta alvo, que se reproduz e passa a diante a característica, hereditariamente.
Atualmente os transgênicos já foram considerados SEGUROS para o consumo e sementes modificadas ocupam quase a totalidade de exportações globais, visto que países produtores substituíram a agricultura intensiva de subsistência tradicional pela monocultura exportadora criada pela Revolução Verde.
O Greenpeace se posiciona contra os transgênicos: seus argumentos são extremamente tendenciosos e usam de uma narrativa infantil que coloca medo no leigo sobre o assunto.
Usarei um apelo à autoridade aqui: MAIS DE 100 VENCEDORES DE PRÊMIOS NOBEL, isto é, PESSOAS DE RENOME NA ÁREA E COM PROPRIEDADE PRA FALAR SOBRE O ASSUNTO fizeram uma petição para que o Greenpeace parasse de fazer propaganda contra os transgênicos. Confira mais em: " http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/109-vencedores-do-nobel-pedem-fim-de-campanha-do-greenpeace-contra-transgenicos-19615289 "
Sempre achei o Greenpeace muito bom pra ser verdade. Certamente existem interesses por trás dessas campanhas, visto que os próprios cientistas apontaram pra tal fato e que ' não existe almoço grátis '.
Pra calar de vez a boca desses ativistas, veja esse artigo da Popular Science, MAS LEMBRE-SE: SE APARECER 'TRANSGÊNICOS' NO ENEM, MARQUE A ALTERNATIVA 'GREENPEACEANA'.
Artigo(em inglẽs): http://www.popsci.com/article/science/core-truths-10-common-gmo-claims-debunked
Por hoje é só, na Parte 3 falaremos sobre ESTRUTURA FUNDIÁRIA E DESENVOLVIMENTO SOCIAL.